EXCLUSIVO: Entrevista com a banda BRAZA

EXCLUSIVO: Entrevista com a banda BRAZA

Conversamos com os caras do BRAZA e preparamos uma entrevista bem massa para vocês! A banda, formada por Danilo Cutrim, Nícolas Christ e Vitor Isensee...

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Os melhores discos de 2016
Conversamos com os caras do BRAZA e preparamos uma entrevista bem massa para vocês! A banda, formada por Danilo Cutrim, Nícolas Christ e Vitor Isensee, está na ativa desde o início de 2016, e contou pra gente sobre o seu primeiro disco (que é MUITO bom) e como está sendo essa nova jornada após 15 anos de Forfun. Confira! ​
 
Brasileiríssimos: De onde veio a ideia de formar a banda? É algo que já existia desde a época do Forfun ou foi algo mais espontâneo?
Vitor: Foi uma coisa bem espontânea. Quando a gente decidiu encerrar o Forfun, ainda não tínhamos ideia do que fazer. Chegamos a essa conclusão, a essa sensação de que o ciclo do Forfun tinha chegado ao final, e como nós três temos muita afinidade artística, muitas intenções em comum, a gente decidiu continuar fazendo algo juntos, então começamos a pensar no conceito do BRAZA, elaborar as primeiras composições. Foi espontâneo e, ao mesmo tempo que a gente se viu com a possibilidade de um novo projeto, também nos deparamos com uma possibilidade de não ser tão espontâneo, fazer tudo com uma pré concepção. Quando estávamos no final do ciclo Forfun, conversamos com o Rodrigo, com o empresário, e concomitantemente começamos a compor o disco do BRAZA. Na turnê de despedida do Forfun já tínhamos começado as gravações. Por estar começando do zero, pensamos tudo com muito critério antes.
 
Brasileiríssimos: Quais são as influências musicais para esse primeiro disco?
Danilo: Uma característica nossa é sermos bem ecléticos, gostamos de ouvir diferentes tipos de som como reggae e samba, a gente é bem da Lapa (bairro do Rio de Janeiro). Gostamos muito de surfar em outras ondas, mas acho que elegemos os pilares que somos mais apaixonados, que são o reggae e rap. Trabalhamos com esses dois gêneros e daí começamos a buscar outras influências.
 
Brasileiríssimos: O disco tem uma pegada eclética também nos assuntos. Qual a mensagem que vocês querem passar?
Vitor: É um pouco difícil pensar em uma única mensagem, o disco acaba tendo várias, trafegamos por temas políticos, existenciais, espirituais, cotidiano, mas existe uma unidade nisso tudo que é exatamente a nossa forma de enxergar o mundo e nossa forma de expressão. Acho que a mensagem, no final das contas, é a reunião disso tudo. Talvez, uma que resuma seja: celebrar porque estamos vivos. Algumas das músicas escolhidas tem esse apelo e essa temática. Então, acho que são muitas mensagens dentro da mensagem.
Nícolas: O que estamos tentando fazer com o BRAZA é jogar pra cima, afinal, ninguém sabe se a vida é boa ou se é má, se é uma missão ou nada, então, jogar pra frente, já que estamos aí, vamos celebrar!
 
Brasileiríssimos: Vocês esperavam que o repercussão do clipe de “Oxalá” fosse tão boa?
Danilo: A gente tava esperando tudo! É um assunto polêmico, mexe com convicções, fé, coisas profundas. No geral, o feedback foi muito positivo, a galera entendeu o que a gente entendeu também , o que a gente queria passar. O Brasil é um país muito diverso, religiosamente também. O importante é todo mundo se respeitar, a fé e a crença do outro, ou a não crença. Tiveram críticas negativas também, e elas são primordiais e essenciais para a gente como criador da obra. Adoramos na mesma intensidade os comentários negativos, porque eles fazem a gente crescer e cada vez eu sinto mais que a galera que acompanhada a gente tem um senso critico forte, então as criticas vem bem embasadas.
Vitor: Fizemos um clipe exaltando a tolerância em um momento em que a intolerância cresce. Você não precisa frequentar a umbanda para respeitar e valorizar essa manifestação.
(Você pode conferir o clipe clicando aqui)
 
Brasileiríssimos: Da onde veio o nome BRAZA?
Vitor: A gente levou alguns meses elaborando todo o conceito e músicas, então pensamos muito para chegar numa decisão final. Com dois amigos fundamentais que ajudaram nos clipes, fizemos um trabalho forte de branding, de conceito e marca, e sempre acabávamos caindo nas palavras chaves: fogo, identidade, raiz, calor, e aí BRAZA. É um nome que a sonoridade é forte e existe o duplo sentido, que não é a intenção primordial, mas cai bem pois faz essa alusão ao Brasil, que é algo bem presente nas músicas.
Brasileiríssimos: Como vocês lidam com essa associação com o Forfun?
Vitor: O Forfun deu várias sementes, BRAZA é uma delas. Na nossa forma de entender é outro momento, outra historia e outra banda, por mais que tenha as mesmas pessoas. De forma geral, a galera tá sendo muito compreensiva e generosa, não tocamos Forfun no show do BRAZA e as pessoas estão entendendo isso, que é uma outra proposta e outro momento.
Danilo: Normal, né, foram 15 anos de banda. Você acaba carregando uma carga de aprendizados e de vida, sempre que rola uma comparação é sempre com muito carinho, sempre muito bacana. É um outro projeto, mas ao mesmo tempo as duas coisas caminham juntas. 
Nicolas: Tá sendo interessante porque muita gente que escuta o BRAZA não conhecia o Forfun. A gente tem muito orgulho de tudo e estamos amarradões no BRAZA!
 
Brasileiríssimos: Quais os planos do BRAZA para 2017?
Vitor: Estamos começando a compor o próximo disco, para ser lançado ainda no primeiro semestre. A gente lançou o primeiro disco do BRAZA em março de 2016, então ainda estamos no momento de divulgar bastante. Queremos ter uma bagagem mais extensa antes de pensar em gravar um DVD.
 
E aí, curtiu? Você pode ouvir o disco “BRAZA” clicando aqui