Entrevista com Karina Buhr no Festival Radioca

Entrevista com Karina Buhr no Festival Radioca

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O Festival Radioca – que aconteceu em Salvador nos dias 03 e 04 de dezembro – só teve coisa boa: Música, artesanato, comidinhas e gente fina, elegante e sincera.
No primeiro dia de festival, se apresentaram Jards Macalé, JosyAra (<3), Carne Doce e a maravilhosa Karina Buhr.
Aliás, ninguém jamais foi tão dona de um palco quanto ela. Que músicos. Que performance. Que espetáculo. Karina é a tradução literal de mulher e de artista.
No final do show, ela – que é também escritora, tendo lançado o livro “Desperdiçando rima” – falou com a gente sobre influências, militância e música.
1. Salvador adora você. Você gostou do público de Salvador?
Rapaz, eu gosto faz 42 anos (risos). Eu gosto muito sempre de tocar aqui e tem sido sempre em lugares maravilhosos. Eu curto muito isso aqui, essa coisa das construções abertas, um festival com um preço que dá pra a galera vir, um monte de gente diferente uma da outra…
2. E a energia hoje?
Incrível. Faltou luz e rolou, todo mundo concentrado, foi bem especial, a gente tá feliz da vida!
3. Você tem sido apontada como uma cantora neotropicalista. Pode me contar um pouco sobre as influências tropicalistas do seu trabalho?
Nunca pensei desse jeito, neotropicalista… Agora eu fiquei pensando… (risos) Na verdade eu ouvi muito essa galera, então tem uma influência muito grande, eu acho que todo mundo tem. É muito difícil não ter. Mas eu não vejo uma ligação direta, sabe? Uma influência que eu peguei e botei no meu trabalho, mas, claro, eu sempre escutei muito, então tá aqui de algum jeito.
4. Quem, dessa galera tropicalista, você gosta de escutar?
Gal Costa, tudo de Gal Costa, dos primeiros discos até hoje… Tudo de Caetano Veloso, tudo de Gilberto Gil, então, claro que tem. Eu só não vejo muito como uma coisa direta, sabe? Aí talvez neotropicalista não, talvez outra coisa, sei lá o que é!
5. Você pode afirmar que existe uma militância feminista no seu trabalho, ou é algo natural, também?
É muito natural, mas acaba que é militância, porque a gente tem que ficar brigando todo dia, não tem como dizer que não é. Tem que ficar toda hora repetindo, repetindo, repetindo… Mas é isso, enquanto tiver fôlego, a gente vai ficar repetindo, repetindo, repetindo.
6. Eu entrevistei, certa vez, Camila Márdila, do filme “Que horas ela volta?” Você viu que ela disse que escutou o Selvática para compor a personagem Jéssica?
Eu vi, eu vi! Quase que eu morro! Eu fiquei muito feliz, porque eu achei o filme incrível, a interpretação dela incrível, e eu achei maravilhosa a coisa do sotaque dela, que é muito natural, muito natural! A gente tá muito acostumada a ver em novela, essas coisas, um sotaque que não existe, né? É como se fosse Salvador, Recife, mas não é nenhum dos dois… E ela fez aquela coisa linda, e aí quando ela falou isso, que ficou escutando o Selvática, e ficou treinando sotaque com isso, eu fiquei: aaaaaah!
Me senti no filme também.
7. Você tem algum projeto futuro do qual você já pode falar?
Tem projeto futuro, mas eu não queria falar não, porque é um negócio meio esquisito, né? Vai que a gente fala e não faz… Mas tem um monte de ideias, de coisas. Por enquanto eu tô curtindo muito fazer essas coisas, shows desse disco, tô fazendo muito sarau do livro, também, o “Desperdiçando rima”… Tô curtindo isso, e pensando em outras coisas também… quando tiver pronto eu falo!
8. “Se você tiver que escolher entre você e o seu amor, você escolhe quem?”
Eu escolho eu… Já escolhi o amor e me lasquei, então eu escolho eu (risos).

 

(Rainha, né?)