A crise das oligarquias

A crise das oligarquias

O período entreguerras conduziu diversas transformações ao Brasil, o desenvolvimento industrial que chegava ao país trouxe consigo um pouco de moderni...

Maneva lança clipe da música “Reviso meus planos” com participação de Armandinho
Bloco “Groove na Cabeça” desfila no interior paulista
Dia da Música anuncia as atrações dos Palcos do Conselho Curador

O período entreguerras conduziu diversas transformações ao Brasil, o desenvolvimento industrial que chegava ao país trouxe consigo um pouco de modernização e urbanização. No entanto, a crise mundial de 1929 afetou a principal fonte da economia brasileira naquele período: o café. A crise afetou as exportações, contribuiu com a superprodução e enfraqueceu as oligarquias.
No início do século XX, o Brasil ainda era um país essencialmente agrário e com a produção voltada para a exportação, o pequeno desenvolvimento industrial e urbano que teve início nesta época se concentrou nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por serem o centro da economia e da política brasileira. As atividades começaram a se diversificar na medida em que o lucro dos cafeicultores era investido nas fábricas, principalmente as têxteis, alimentícias, químicas, entre outras.
Os investimentos tiveram início durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), com a política de substituição das importações e com o incentivo à indústria nacional. Com o crescimento das indústrias, aumentou o número de operários, que eram submetidos a baixos salários, longas jornadas de trabalho e ausência de direitos trabalhistas.
Essas mudanças levaram ao fim da política do “Café com Leite”, que se estendeu de 1894 até 1930. A política do “Café com Leite” foi uma aliança de interesses entre produtores de gado leiteiro e cafeicultores que alternavam a Presidência da República entre paulistas e mineiros.
Essa política começa a declinar com a crise mundial de 1929, que impossibilitou o regime brasileiro de valorização do café, pois causou, além da falência de cafeicultores e industriais, grande inflação e desemprego.
Com o fim do governo de Washington Luís (o último presidente do “Café com Leite”), o processo de sucessão foi bastante conturbado, pois contrariava o “acordo”, indicando um candidato paulista, Júlio Prestes, para a sucessão. A chapa de oposição foi composta por dois representantes das oligarquias locais: Getúlio Vargas (governador do Rio grande do Sul) para Presidente e João Pessoa (governador da Paraíba) para vice.
A chapa de oposição ficou conhecida como Aliança Liberal e defendia o voto secreto, a criação de leis trabalhistas, o voto feminino e a diversificação dos investimentos públicos, atraindo o apoio de setores operários, militares e das camadas médias urbanas.
Em março de 1930 ocorreu, mais um vez de forma fraudulenta, a eleição presidencial em que Júlio Prestes venceu com uma diferença de quase 400 mil votos. Formalmente a Aliança Liberal aceitou a derrota, mas preparava secretamente uma revolta armada para impedir a posse de Prestes.
A revolução foi deflagrada em julho de 1930, usando como pretexto o assassinato, que aconteceu por questões políticas locais, de João Pessoa. Em outubro de 1930, as tropas da Aliança Liberal derrubam o presidente Washington Luís. Na chefia do governo provisório, toma posse Getúlio Vargas, dando início ao que chamamos de “Era Vargas”.