Sequestro do embaixador americano

Sequestro do embaixador americano

Para libertar 15 presos políticos da ditadura civil-militar brasileira, dois movimentos revolucionários, que pretendiam acabar com a ditadura através ...

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Para libertar 15 presos políticos da ditadura civil-militar brasileira, dois movimentos revolucionários, que pretendiam acabar com a ditadura através da luta armada, o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de outubro) e a ALN (Ação Libertadora Nacional) conseguiram realizar o primeiro sequestro de um embaixador. Foram 12 militantes envolvidos, não apenas na troca dos presos (que seriam levados para fora do Brasil), como também na divulgação de um manifesto contra a ditadura. Neste período, o país era governado por uma junta militar porque o presidente Costa e Silva estava afastado por motivos de saúde. O manifesto queria expor ao mundo os crimes e as torturas praticadas pelo governo militar; como exigência, a carta foi lida em cadeia nacional de rádio e televisão.

No dia 4 de setembro de 1969, o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick foi capturado e levado para o cativeiro em uma casa no Rio de Janeiro, onde passou três dias. Mesmo já sabendo a localização do cativeiro, a polícia não invadiu, temendo que acontecesse algo ao embaixador. A junta militar cede às exigências dos militantes e, ao saber que os presos haviam desembarcado em segurança no México, o embaixador é libertado próximo ao Maracanã. No dia havia acontecido um clássico de futebol e os militantes se utilizaram da multidão para despistar os policiais.

Alguns dos sequestradores foram presos e logo em seguida exilados, só voltando ao Brasil após a Anistia em 1979. No entanto, dois deles, que faziam parte da ALN, foram torturados e morreram na prisão. Eram eles Virgílio Lopes da Silva ou Jonas, que comandava a operação e Joaquim Câmara Ferreira ou supervisor Toledo.

O jornalista, politico e escritor Fernando Gabeira (que participou do Sequestro) escreveu um livro intitulado “O que é isso, companheiro?”, narrando suas experiências na luta armada contra a ditadura civil-militar brasileira. O livro foi transformado em um filme no ano de 1997 pelo cineasta Bruno Barreto.