Ciclo da Borracha

Ciclo da Borracha

Durante o século XVIII aconteceu a primeira Revolução Industrial e com ela a demanda pelo uso da borracha, que era utilizada em uma diversidade de pro...

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Durante o século XVIII aconteceu a primeira Revolução Industrial e com ela a demanda pelo uso da borracha, que era utilizada em uma diversidade de produtos. No entanto, foi na segunda metade do século XIX que o processo de vulcanização foi descoberto e com isso trouxe novas utilidades para a borracha, principalmente na indústria automobilística, o que gerou uma grande procura do produto e um significativo aumento nos preços.

A matéria-prima para a produção da borracha natural é o látex, que é retirado das seringueiras, árvore nativa da região amazônica. Durante quase 33 anos (1879 – 1912), o Brasil foi responsável pela exportação de mais de 30 mil toneladas de borracha, atendendo aos mercados da Europa e Estados Unidos e por conta de seu uso na indústria automobilística, o preço se elevou significativamente.

Algumas cidades da região norte do Brasil foram beneficiadas com as riquezas trazidas com a exportação da borracha. Estradas, casa, escolas e pontes foram construídas. Manaus, por exemplo, instalou sua rede iluminação elétrica (segunda do Brasil) e de bondes (também elétricos) no ano de 1896.

A coleta do látex trouxe um grande número de trabalhadores nordestinos, que de lá migraram para uma área que até então era pouco povoada. No entanto, o monopólio que o Brasil possuía sobre a borracha durou até o ano de 1910, onde a Inglaterra e a Holanda começaram a produzir na Ásia uma borracha com um preço mais competitivo. Diferente do Brasil, onde as seringueiras eram plantas nativas encontradas na floresta, os ingleses produziam de forma extensiva, gerando uma crise na produção brasileira fazendo chegar ao fim o Ciclo da Borracha.